A oceanógrafa e heroína do planeta Sylvia Earle

Em meio a um movimento lento e gradual, as mulheres têm buscado se colocar em pé de igualdade com os homens, luta mais que necessária e urgente! Como representante destas combatentes, falaremos de uma mulher que venceu a guerra pela igualdade e ainda trava outra pela preservação da vida marinha. Sylvia Earle foi citada pela Revista Time, em 1988, como a “Primeira Heroína do Planeta”.

Sylvia Earle é bióloga marinha e exploradora que mais contribuiu para a compreensão e preservação dos oceanos nos últimos 50 anos. Foi a primeira mulher nomeada cientista chefe da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional). É exploradora-residente da National Geographic Society, título dos mais prestigiosos conferidos pela centenária sociedade de pesquisas. No começo dos anos 70 ficou famosa por se tornar uma das primeiras mulheres a participar de experimentos de sobrevivência humana em ambientes subaquáticos.

Earle fabricou veículos submarinos, publicou mais de 100 artigos científicos e quebrou o recorde mundial de mergulho, descendo a uma profundidade de 381 metros numa roupa feita, por ela, para exploração das áreas mais profundas e escuras do oceano.

Esta heroína das mulheres e dos mares esteve no Brasil em fevereiro deste ano para lançar seu livro “A Terra É Azul – Por que o destino dos oceanos e o nosso é um só” e chamou a atenção de todos para a verdadeira importância que devemos dar a preservação da vida marinha.

“O mar controla a química do planeta, lançando na atmosfera a mesma água que voltará para a terra e para o mar através da chuva, da neve e do granizo, restabelecendo continuamente rios, lagos e aquíferos subterrâneos. A grande questão é: o que podemos fazer para cuidar do mundo azul que cuida de nós?”

Segundo ela, nossa geração conseguiu a façanha de esquentar o planeta, mudar o pH dos oceanos, tornando-os mais ácidos e corrosivos e dilacerar a vida marinha.

“Fale com um avô, uma tia ou um tio e pergunte: que plantas e animais eles costumavam ver sempre quando crianças e não aparecem mais? Pergunte a um pescador mais velho quais peixes ele consegue pegar hoje e o que ele pegava há 20 anos ou 30 anos atrás. Dê uma olhada em fotografias antigas e tente compará-las com os mesmos lugares hoje. A taxa com que as mudanças têm acontecido é de tirar o fôlego e as evidências dos impactos humanos estão mais do que claras.”

Sylvia Earle, representando todas as mulheres, tem nossas mais sinceras reverências. Pela coragem em penetrar num mundo tão masculino, em épocas ainda mais árduas para elas; e por lutar por algo demasiado relevante, não somente para nós mergulhadores, mas para toda a humanidade. Que ela sirva de inspiração para as meninas, como exemplo de alguém que cuida de si e do meio ambiente.

Com informações dO Estadão, National Geographic e Folha de S. Paulo

 

 

2018-04-17T12:59:29+00:00